FENTEPIRA 2009

29/11/2009

Marias e a Ver Estrelas são os

melhores do Fentepira 2009

Nekropolis foi o destaque do festival, vencendo em quatro categorias.

Elenco do espetáculo Marias com a diretoria do teatro municipal Dr. Losso Netto, Heloisa Guerrini.  

 

 

Aconteceu neste domingo, 29, o encerramento do 4º. Festival Nacional de Teatro de Piracicaba, com uma cerimônia repleta de bom humor e comanda pelo mestre de cerimônia e diretor da Companhia Estável de Teatro Amador de Piracicaba (CETA), João Scarpa. Com a presença de representantes dos grupos que participaram da Mostra Oficial, artistas e os membros da comissão debatedora, os espetáculos Marias, da Cia Estalo de Teatro de Piracicaba, a Ver Estrelas, do Grupo Travessia, de Santa Bárbara D’Oeste e Nekrópolis, do Grupo Formação 10 de Santo André, foram os destaques do Fentepira 2009.

 

O musical Nekropolis, que encerrou o festival no sábado, recebeu quatro troféus: destaque para elenco, encenação, dramaturgia e projeto sonoro. Marias foi consenso entre público e comissão debatedora, recebendo os dois troféus como destaque para espetáculo adulto. A atriz Marina Henrique, emocionada, dedicou o prêmio a todos os artistas de Piracicaba, principalmente aqueles que têm levado o nome da cidade pelos festivais do país. Na categoria infantil, o voto popular e da comissão debatedora foi para a Ver Estrelas, do Grupo Travessia, de Santa Bárbara D’Oeste.

 

Dois intérpretes do espetáculo Astros, Patas e Bananas mereceram o destaque da comissão debatedora: Andréia Nhur e Douglas Emílio. Eduardo Okamoto, pelo espetáculo Eldorado e as atrizes Gabriela e Marina Henrique, pelo espetáculo Marias também receberam destaques como intérpretes.

 

Confira toda a seleção de premiados do 4º. Festival Nacional de Teatro de Piracicaba.

 

Destaque para Elenco

Indicados: Beira Rio, Nekropolis, A Ver Estrelas, Astros, Patas e Bananas

Vencedor: Nekropolis

 

Destaques para Interprete

Andréia Nhur – Astros, Patas e Bananas

Douglas Emílio - Astros, Patas e Bananas

Eduardo Okamoto – Eldorado

Gabriela e Marina Henrique – Marias (concedido a ambas por ser impossível dissociar seus trabalhos)

 

Destaque para Encenação

Indicados: Réquiem, Marias, Nekropolis

Vencedor: Nekropolis

 

Destaque para Dramaturgia

Indicados: Santiago Serrano – Eldorado

Eduardo Américo, Gabriela Elias, Marina Henrique - Marias

Roberto Alvim – Nekropolis

Vencedor: Roberto Alvim - Nekropolis

 

Destaque para Projeto Cenográfico

Indicados: Mauro Martorelli - Requiem

Luiz Biasi e Silvia Mokreys – Cindi Hip Hop

Eduardo Américo, Gabriela Elias, Marina Henrique, Paulo Heise - Marias

Vencedor: Mauro Martorelli – Réquiem

 

Destaque para Projeto de Iluminação

Indicados: Roberto Gill Camargo – Astros Patas e Bananas

Taty Kantea – Réquiem

Wagner antonio – Nekropolis

Vencedor: Roberto Gill Camargo – Astros Patas e Bananas

 

Destaque para Projeto Sonoro

Indicados: Gustavo Kurlat – Nekropolis

Alex Buck - Réquiem

Eduardo Américo – Marias

Vencedor: Gustavo Kurlat – Nekropolis

 

Destaque para Projeto de Indumentária

Indicados: Inês Sacay - Réquiem

Luciana Felipe – Beira Rio

Inês Sacay – Réquiem

Eder Lopes - Nekropolis

Vencedor:  Inês Sacay - Réquiem

 

Destaque de Espetáculo Crianças e Adolescentes (Voto Popular)

A Ver Estrelas

 

Destaque Espetáculo Adulto (Voto Popular)

Marias

 

Destaque de Espetáculo Adulto (Comissão Debatedora)

Indicados:

Réquiem

Marias

Nekropolis

Vencedor: Marias

 

Destaque Espetáculo Crianças e Adolescentes (Comissão Debatedora)

A Ver Estrelas

 

SERVIÇO:

4º. FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PIRACICABA (FENTEPIRA)

DATA: 21 a 29 de novembro de 2009

INFORMAÇÕES: 19 3433.4952 | 3434 2168


Escrito por Fentepira 2009 às 23h59
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Mega produção,

Orestéia encerra

Fentepira 2009

 

 

A cerimônia de encerramento com anúncio dos detaques do Fentepira 2009 acontece hoje, 29,  às 18 horas, no Armazém 14 do Engenho Central. Serão divulgados:

Destaque para Elenco

Destaque para Interprete

Destaque para Encenação

Destaque para Dramaturgia

Destaque para Projeto Cenográfico

Destaque para Projeto de Iluminação

Destaque para Projeto Sonoro

Destaque para Projeto de Indumentária

Destaque de Espetáculo Adulto (Comissão Debatedora)

Destaque de Espetáculo Crianças e Adolescentes (Voto Popular)

Destaque Espetáculo Adulto (Voto Popular)

Destaque Espetáculo Crianças e Adolescentes (Comissão Debatedora)

 

Após a premiação, acontece o espetáculo de encerramento, Orestéia, o Canto do Bode, com o grupo Folias D’ Artes.

 

Pegue três tragédias gregas (recomendamos Agamênon, Coéforas e Eumênides, de Ésquilo), tempere com a história dos países latino-americanos no século XX, um pouco de Brecht e enfeite com uma pitada da realidade do teatro paulistano. Bata tudo isso em um grande liquidificador (certifique-se de que está tampado, pois essa mistura é um tanto explosiva e pode fazer uma baita meleca). Beba tudo de uma única vez.

 

É esta a sensação que temos ao assistir Orestéia – O Canto do Bode, montagem que o grupo Folias escolheu para comemorar seu décimo aniversário. O projeto é ambicioso e perigoso (pra não dizer maluco mesmo…): os riscos de se enroscar em algum clichê são altíssimos, mas a companhia passa praticamente ilesa por este abismo. Entrar no galpão do grupo equivale a colocar o copo deste liquidificador na boca e abrir a goela para três horas de uma viagem absolutamente maluca.

 

A montagem, conduzida por um excelente palhaço-corifeu (ou seria um corifeu-palhaço?) interpretado por Dagoberto Feliz, conta a história do povo de Argos, desde a partida do rei Agamênon até o julgamento de seu filho Orestes pelo crime de matricídio. Entre esses dois acontecimentos, como já bem alertava o palhaço Dagoberto na bilheteria, “acontece a maior desgraceira”, como em toda boa tragédia.

 

No fim das contas, o espetáculo é tão bem produzido e há tamanha entrega por parte dos atores, que há muito poucas ressalvas que podem ser apontadas.

Sinopse

A trilogia nos conta a história dos Atridas, desde a partida do Rei Agamêmnon para a conquista de Tróia, até o julgamento de Orestes em Atenas pela morte de sua mãe Clitemnestra. Nessa longa trajetória entramos em contato com a constituição do Estado Grego e sua passagem do matriarcado ao patriarcado e no estabelecimento da justiça dos Homens em substituição a justiça dos Deuses. Com o julgamento de Orestes por um tribunal formado pelos melhores cidadãos, temos constituída a justiça dos fóruns, dos debates entre acusação e defesa, tal qual a conhecemos hoje.

 

Ficha técnica

Dramaturgia: Reinaldo Maia. Direção: Marco Antonio Rodrigues. Direção musical: Dagoberto Feliz. Cenografia: Ulisses Cohn. Figurinos: Atílio Beline Vaz. Criação de luz: Carlos Gaúcho. Corpo: Joana Mattei. Técnica de Alexander: Reinaldo Renzo. Assistente de direção: Val Pires. Adereços: Marcela Donato e Bira Nogueira. Vídeo Maker: Zeca Rodrigues. Design gráfico: Zeca Rodrigues. Operação de luz: Tulio Pezzoni. Operação de som: Ricardo Barison/Carol Costa. Operação de vídeo: Osmar Guerra. Produção: Nani de Oliveira, Patrícia Barros e Tili Woldby.

 

Elenco

Atílio B. Vaz, Bira Nogueira, Bruna Bressani, Carlos Francisco, Dagoberto Feliz, Danilo Grangheia, Flávio Tolezani, Gisele Valeri, Nani de Oliveira, Paloma Galasso, Patrícia Barros, Zeca Rodrigues

 

SERVIÇO

 

ORESTÉIA

DIA 28, 19 HORAS

LOCAL: ENGENHO CENTRAL


Escrito por Fentepira 2009 às 10h26
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28/11/2009

Festival realiza debate e oficina no Teatro Municipal

 

O FENTEPIRA realizou na manhã deste sábado, na sala 2 do Teatro Municipal, debate com o tema “As estruturas internas do grupo e a sua viabilidade pública”, com Alexandre Dal Farra, dramaturgo do Tablado de Arruar.

Neste bate-pato interativo tratou sobre o teatro de rua, foco principal das apresentações do grupo desde seu inicio em 2002. Dal Farra explicou também um pouco da história do teatro na cidade de São Paulo e sobre os movimentos em favor desta cultura na capital, entre eles o “Movimento 27 de Março”, Lei do Fomento ao teatro elaborado pela Câmara Municipal, entre outros. Fato importante abordado também o processo colaborativo entre os grupos teatrais.

Durante a tarde, aconteceu o primeiro dia de oficina com tema “O corpo como ponto de partida na criação”, com João Otávio, também co grupo Tablado de Arruar. Entre os pontos principais abordados pelo artista foi a forma de expressão corporal no teatro de rua. “Com trabalhos específicos para aprimorar mímica, meditação etc, o ator pode dar-se ao máximo durante uma apresentação”, enfatizou João Otávio.

Para ele, todos os corpos podem ser flexíveis, já que um dos quesitos para o teatro de rua e uma “expressão” mais alegre “Independente de suas limitações, qualquer corpo pode se expressar, dançar”, completou.

Além disso, o ator mostrou atividades para se fazer com o corpo para “soltar” todas as partes durante um ensaio ou apresentação “com isso é possível criar uma dimensão no local de atuação, no caso em ruas praças, etc”, disse.

Em ênfase para a questão da concentração e meditação para o teatro de rua a “idéia é que o corpo deve ser um só, porém ele deve ter muitos braços, pernas, coração. È isto que tento mostrar na oficina que a partir disto o corpo estará preparado para todas as demandas do Teatro de Rua”, finalizou.

 

PROGRAMAÇÃO

Ainda para a noite de hoje o FENTEPIRA prepara mais duas atrações. Pela mostra oficial, às 20 horas, tem o espetáculo “Nekrópolis”, do Grupo Formação 10 da ELT (de Santo André-SP); peça que aborda a atividade de um grupo de excluídos vivendo à margem da sociedade e que se dedica a desenterrar cadáveres e expô-los em locais públicos, trazendo à tona os crimes impunes cometidos por um Estado negligente e por uma sociedade permissiva. Na peça, expõe um tribunal, onde o público assume o papel de Júri, sendo colocado a todo o instante para refletir a respeito das contradições políticas e sociais, através do embate irreconciliável entre Promotoria e Defensoria – um tema atual e pouco tratado no teatro. A dramaturgia musical, também criada coletivamente, se constitui de 14 canções que questionam, apóiam, sonham, defendem e se perguntam, num caminho paralelo de diálogo com o texto a partir de mais um ponto de vista que se estabelece: o do coro.

Pela Mostra Paralela, às 23h30, também no Municipal, acontece a peça “A Falecida”, do Senac Piracicaba, que narra, em três atos, a trajetória vertiginosa de Zulmira e Tuninho, um casal sem horizontes, moradores da Aldeia Campista, Zona Norte do Rio de janeiro: Zulmira, vítima de tuberculose e Tuninho, desempregado, vivendo dos restos de uma indenização. O casal vê seu cotidiano virar de cabeça para baixo a partir da visita aflita de Zulmira a uma cartomante, que lhe diz para ter cuidado com uma mulher loura, afirmação que ironicamente deflagra em Zulmira a explicação para o mistério de todo os seus males. A trama vai se fechando, como num jogo, com peças que parecem fazer parte de um enigmático quebra cabeça que tem sua surpreendente imagem revelada pouco a pouco.

 

ENCERRAMENTO – Para encerrar com chave de ouro mais uma edição do FENTEPIRA, a organização apresenta o espetáculo “Oristéia, O Canto do Bode” com o grupo Folias D’arte, às 19 horas no Engenho Central (armazém 7B). A montagem, conduzida por um palhaço-corifeu (ou seria um corifeu-palhaço?) interpretado por Dagoberto Feliz, conta a história do povo de Argos, desde a partida do rei Agamênon até o julgamento de seu filho Orestes pelo crime de matricídio. Entre esses acontecimentos, como já bem alertava o palhaço Dagoberto, “acontece a maior desgraceira”, como em toda boa tragédia. No fim das contas, o espetáculo é tão bem produzido e há tamanha entrega por parte dos atores, que há muito poucas ressalvas que podem ser apontadas. Lembrando que no domingo, 29, às 13 horas, acontece o enceramento da oficina “O corpo como ponto de partida na criação”, no Teatro Municipal.

 

SERVIÇO

Toda a programação do 4º FENTEPIRA é gratuita, porém a organização do evento pede que os interessados em participar procurem o local das apresentações com antecedência para a retirada dos ingressos e também para realização de inscrição, no caso das oficinadas. O Teatro Municipal Dr. Losso Netto fica a rua Gomes Carneiro, 1212 (Sala 2) e Av. Independecia, 277 (Sala 1). Informações: (19) 3433-4952 ou 3434-2168.


Escrito por Fentepira 2009 às 16h29
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27/11/2009

“Marias” propõe formas

de pensar a solidão

Atração do dia 27. ás 22 horas, no antigo teatro do bairro Monte alegre, em Piracicaba, o espetáculo Marias, do Coletivo Estado de Teatro é uma das representantes da cidade de Piracicaba do Festival Nacional de Teatro (Fentepira 2009), que acontece de 21 a 29 de novembro em vários espaços artísticos da cidade. A intenção do espetáculo é propor várias formas de pensar a solidão, evidenciada em todos os momentos do espetáculo, ao mesmo que pretende discutir o universo feminino sob a ótica do tema.

“Marias” é livremente inspirado no poema “A Infanticida Marie Farrar” de Bertold Brecht, e retrata um universo de solidão e abandono, no qual, na busca por saídas, um mundo particular é criado. Marias vivem só numa casa no meio do nada, uma singela hospedaria empoeirada. Lá, cantam ao vento seu silêncio à espera de viajantes, que, vez ou outra, para se esconder do frio da noite passam por ali e enchem de vida aquelas vidas abandonadas. Marias apreciam e se revelam na presença de seus hóspedes,

         A peça selecionada para o 4º. Fentepira será encanada no antigo teatro do bairro Monte Alegre, bairro histórico da cidade de Piracicaba cujo espaço adapta-se perfeitamente as necessidades cênicas do espetáculo, inclusive quanto a acomodação do público. Por se tratar de uma narrativa intimista, o ambiente exige uma maior proximidade das protagonistas, Gabriela Elias e Marina Henrique, com o o público.

 

Ficha técnica:

Elenco: atrizes: Gabriela Elias e Marina Henrique e músico: Eduardo Américo

Direção: Gabriela Elias e Marina Henrique

Trilha Original e Direção Musical: Eduardo Américo

Dramaturgia: Eduardo Américo, Gabriela Elias e Marina Henrique

Iluminação: Paulo Heise

Cenário: Eduardo Américo, Gabriela Elias, Marina Henrique e Paulo Heise

Figurinos: Gabriela Elias

Orientação: Francisco Medeiros e Lila Marília

Fotos: Ivan Moretti

 

 

SERVIÇO

4º. FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PIRACICABA

De 21 a 29 de novembro de 2009

Marias

Data: 27/11/2009

Horário: 22 horas

Local: Antigo teatro do Bairro Monte Alegre (Guido Torin)

Avenida Comendador Pedro Morganti s/nº

 

Obs.: às 21 horas sairá um ônibus do Sesc.

Vagas limitadas a 50 espectadores.

 

INFORMAÇÕES: 19 3433.4952 | 3434 2168

 

Endereço eletrônico: http://fentepira2009.zip.net


Escrito por Fentepira 2009 às 14h38
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“MÁQUINA PARA OS DEUSES”, 

aborda a cenografia

desde as origens   

 

 

 

Em Máquina para os deuses: anotações de um cenógrafo e o discurso da cenografia, o autor Cyro del Nero discute as origens da arte cenográfica e sua evolução, registrando a criação e a utilização de cenários e de diversas máquinas e dispositivos mecânicos com que, ao longo do tempo, tornou-se possível desde abrir e fechar cortinas até erguer e deslocar atores e elementos do cenário, de maneira a criar uma impressão específica.

 

Neste aspecto, a cenografia pode ser entendida como a arte de organizar plasticamente o palco, dominando seus aspectos em todos os tipos de representação: dramática, lírica ou coreográfica. Partindo da cena, a cenografia se envolve com o edifício teatral, com a cidade e, muitas vezes, ganha interesse no espaço público.  Farto em documentação iconográfica, o livro traz desenhos de projetos cenográficos do autor, de modo a exemplificar a importância da cenografia e a complexidade dos recursos existentes atualmente.

 

Máquina para os Deuses é uma coedição das Edições SESC SP e Editora Senac São Paulo e será lançado no dia 2 de setembro no SESC Pinheiros, em São Paulo. Na ocasião, Cyro Del Nero apresenta e comenta a obra. O Senac São Paulo e o Sesc São Paulo, instituições comprometidas com a difusão cultural por meio da promoção de espetáculos, publicação de livros e outras iniciativas ratificam, com esse 

 

A expressão latina deus ex machina (deus saído da máquina) - que dá origem ao título do livro -, faz referências às máquinas construídas para a representação dos deuses que chegam pelo ar vindos do Olimpo ou do Parnaso. Del Nero explica que os deuses chegam suspensos por elas para atender ao aplauso do público. Ao contrário da plateia atual, que bate palmas quando está satisfeita, o gregos clássicos aplaudiam quando o drama era insustentável e a ação sem saída, pedindo a intervenção de uma divindade. E a irrupção desta na cena, para parecer miraculosa, era realizada por meio de uma máquina (mechané). Esse equipamento era uma grua, como a que hoje se usa em filmagens.

 

“A deus ex machina – deus saído da máquina – fazia o deus aparecer nos céus e o carregava pelo ar para cima do theologeion, local reservado para os monólogos e diálogos dos deuses – uma plataforma alta de madeira ao longo de ou sobre a skene. A grua permitia também, por exemplo, que se depositasse as personagens de Ártemis ou Afrodite em partes do cenário como o telhado do palácio ou o do santuário. A maior evidência da existência dessas máquinas referidas por Pollux se encontra naquela paródia sobre Eurípides criada por Aristófanes. A deus ex machina era usada quase sempre no encerramento das peças de Eurípides e, em Medeia, é utilizada para o êxodo da protagonista”.

 

A publicação traz ainda uma composição ampla da história da cenografia com destaque para os momentos mais significativos. “Trato dos séculos de ouro do teatro grego, de Bizâncio, da  Commedia dell’Arte, da Renascença, de suas festas, dos edifícios teatrais, dos elizabetanos, das aventuras individuais dos cenógrafos, de Sabattini, das famílias de cenógrafos, dos pintores cenógrafos, da marinha e dos museus da marinha em alguns países, da Ópera e da Broadway: e de uma infinidade de ilações que a cenografia tem me proporcionado, sem pejo de contar as minhas próprias peregrinações, como cenógrafo, pelos países e monumentos desses períodos da história”, comenta Cyro Del Nero.

 

A obra contém capítulos especiais que destacam a atividade de importantes nomes do teatro e da cenografia: Jacques Callot, Gordon Craig (1872-1966); Wieland Wagner (1917-1966), Norman Bel Geddes (1893-1958),  Joseph Svoboda (1920-2002),  Robert (Bob) Wilson (1941-),  David Hockney (1937-) e Louis Jouvet (1887-1951).

 

O autor discorre ainda sobre diversos aspectos que envolvem a atividade da cenografia: a relação com a arquitetura e outros meios; a equipe de produção, montagem e o cenógrafo como profissional: “Os cenógrafos são como donos, em algum grau, de diversas especialidades, mas nem pintores, nem escultores, nem arquitetos, nem decoradores, nem especialistas em espaços ou em cores, mas criadores de âmbito para os conflitos.”, observa o mestre e cenógrafo.

 

Nas palavras do ator e autor de teatro Juca de Oliveira – responsável pela apresentação do livro -  não há como falar de forma concisa sobre Cyro Del Nero. “Ele é por demais amplo, denso, generoso, solidário, de projetos alucinantes que sempre acabam em triunfo, graças a seu descomunal talento, vocação e amor pela criação artística. Cidadão do mundo, artista plástico de rara erudição, viveu na Grécia junto às “máquinas e aos deuses”, que lhe confiaram a missão de semear cenários deslumbrantes pelo mundo afora. Não satisfeito, ainda se impôs – para sempre – a missão de mestre do palco, repartindo sua vocação entre várias instâncias acadêmicas. Cinco minutos de papo com Cyro e a vida volta de repente a ter sentido, mesmo quando as coisas em geral viraram cinza: é um dínamo movido”, observa Juca de Oliveira.

 

Para o professor Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do SESC, Máquina para os Deuses extrapola o aprendizado técnico da cenografia ou mesmo de sua história. “Com ele, Cyro Del Nero, um dos nomes mais importantes da cenografia no mundo, nos leva para uma viagem em que somos transportados de lugares e tempos, por espaços e momentos, para lugares e épocas”.

  

Sobre O Autor - Cyro Del Nero

 

Cyro Del Nero é Professor Titular de Pós-Graduação em Cenografia e Indumentária Teatral da Pós-Graduação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. É responsável pela área de Arte da Antiguidade para a Interunidades da USP. É Professor de História da Moda na Univali de Santa Catarina e é Professor Convidado da Faculdade Santa Marcelina, SP. Nos anos 1960 foi com Lívio Rangan e Alceu Penna um dos criadores de Moda que trouxe a profissionalização ao setor no Brasil, criando, durante uma década,  cenários para editoriais e auditórios para desfiles de moda na Fenit. Ainda na Fenit criou estandes e exposições durante quatro décadas. Recebeu o prêmio Melhor Cenógrafo Brasileiro na VI Bienal de Artes Plásticas de São Paulo. Fundador da TV Excelsior em 1960 e Cenógrafo do Teatro Brasileiro de Comédia durante dez anos, já trabalhou em Atenas, Berlim, Lyon, Sófia e para o Pavilhão Brasileiro na Feira de Osaka, no Japão e no Museu do Louvre, Paris. Sua erudição abrange o conhecimento e o ensino da História da Cenografia e da Indumentária Teatral, História do Teatro, História da Moda e da Cultura Helenística. Autor de obras sobre a Grécia clássica, Cenografia e História da Moda.

 

 

SERVIÇO

4º. FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PIRACICABA

De 21 a 29 de novembro de 2009

LANÇAMENTO DO LIVRO MÁQUINA  DOS DEUSES

Cyro Del Nero

Data: 27/11/2009

Local: SESC PIRACICABA

Rua Ipiranga, 155 - centro

Horário: 19h30

INFORMAÇÕES: 19 3433.4952


Escrito por Fentepira 2009 às 14h34
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Mente depresssiva

é tema de 4:48

 

Um exercício cênico baseado em improvisações que tiveram como ponto de partida a obra da dramaturga inglesa Sarah Kane - 4:48 Psicose. O tema é a mente depressiva, seus devaneios, lembranças, desejos e questionamentos. Esta é a tônica do espetáculo 4:48, com direção de Priscilla Altran com o NAC (Núcleo de Artes Cênicas) de Mauá e que é a atração desta sexta-feira, 27, no Teatro do Sesi, dentro da programação do Festival Nacional de Teatro de Piracicaba (Fentepira 2009).

    A peça trata de questões como Consciência consolidada, Limite, Horror em repouso, Esgotamento. A Leitura Cênica é baseada na obra 4:48 PSICOSE (1999), da dramaturga inglesa Sarah Kane. Possui fragmentos desorientados de uma mente num processo de depressão profunda, cujo grito surdo ecoa incansavelmente.

    A montagem surgiu de improvisações livres dos alunos - atores e propostas cênicas da direção. Tem como tema a mente depressiva, seus devaneios, lembranças, desejos e questionamentos. Sem personagens definidos ou uma leitura linear, a peça mostra-se como um apanhado de fragmentos-cena justapostos, com o intuito de incitar no espectador a leitura de imagens e sensações diversas.

Sem personagens definidos ou uma leitura linear, a peça mostra-se como um mosaico de fragmentos, criados com o intuito de incitar o espectador à leitura de imagens e sensações. O trabalho é resultado da intenção do grupo em dialogar com os limites humanos, a realidade distorcida, provocando o espectador de forma ativa e crítica.

 

Ficha Técnica:

 

Elenco:

Anderson Lobato

Danira Guedes

Diego Cardoso

Dolores Sampaio

Renan Rodrigues

Nando Andrade

Priscilla Altran

Tamiris Lima

 

Direção e Concepção: Priscilla Altran

Assistente de Direção: Priscila Bressan

Iluminação: João Edno (vulgo “Sam”)

Audiovisual: Júnior Magalhães e Priscilla Altran

Edição de Imagem: Lexy Soares

Operador de Luz: Lexy Soares

Operador de Audiovisual: Edson Boige

Design Gráfico: Thaís de Paula

Produção: Priscilla Altran

 

 

SERVIÇO

4º. FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PIRACICABA

De 21 a 29 de novembro de 2009

4:48

Data: 27/11/2009

Local: Sesi Piracicaba – Av. Luiz Ralph Benatti, 600 - Vila Industrial.

Horário: 15 horas

Classificação Etária: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos

 

INFORMAÇÕES: 19 3433.4952


Escrito por Fentepira 2009 às 14h30
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Ópera Rap é atração

para  os adolescentes

no Fentepira

 

 

O Núcleo Bartolomeu de Depoimentos apresenta nesta sexta, às 14 horas, no Teatro Municipal Dr. Losso Neto, a mini ópera rap Cindi Hip-Hop, dirigida por Roberta Estrela D´Alva e que é uma versão moderna do conto de Cinderela. No espetáculo, os atores contam suas histórias como Cinderelas urbanas e colocam frente a frente vontade e oportunidade, construindo um painel do jovem brasileiro. Tudo embalado ao som da cultura Hip-Hop.

O enredo conta a história de Quatro Cinderelas, cada uma com a sua trajetória embalada pelo som e ritmo da cultura Hip Hop. Aliando todos os elementos da rua (a dança, a palavra, a música e o grafite) com o teatro épico, fala sobre a realidade da juventude. Com o formato inédito de “ópera rap”, o espetáculo traz atores-mcs (representantes da junção teatro e hip hop) que através da música, de coreografias e da contracena com o vídeo contam a história desses jovens urbanos e seus conflitos em busca de suas identidades.

 

Ficha Técnica:

Direção Cênica e Musical : Roberta Estrela D´Alava

Dramaturgia: Claudia Schapira

Atores MCs: Alan Gonçalves, Daniela Evelise, Dani Nega, Ícaro Rodrigues, Jé Oliveira. Raphael Garcia e Roberta Marcolin

Desenho de Luz: Camilo Bonfanti

Coreografias: Eugênio Lima, Roberta Estrrela D´Alva e elenco

Figurinos: Claudia Schapira

Produção Geral: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos

 

SERVIÇO

4º. FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PIRACICABA

De 21 a 29 de novembro de 2009

CINDI HIP HOP

Data: 27/11/2009

Horário: 14 horas

Local: Sala 1 do Teatro Municipal Dr. Losso Netto

INFORMAÇÕES: 19 3433.4952


Escrito por Fentepira 2009 às 14h28
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26/11/2009

“Eldorado” exercita o olhar

poético sobre o cotidiano

 

 

 

Fazendo parte da Mostra Oficial do 4º. Festival Nacional de Piracicaba (Fentepira 2009), o teatro Municipal Dr. Losso Netto recebe dia 26, às 20 horas, o solo do ator Eduardo Okamoto, Eldorado. Na história, um cego acompanhado por uma “menina”, busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado.

O espetáculo nasce da observação da realidade, da interação com construtores e tocadores de rabeca, instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Paulo Okamoto procura exercitar o olhar, encontrando no cotidiano os pequenos acontecimentos poéticos. Entre as margens da estória e da história, “Eldorado” procura recriar realidades e assim provocar a discussão sobre a autorecriação.

Em pesquisas de campo nas cidades de Iguape e Cananéia (litoral sul de São Paulo), o ator Eduardo Okamoto visitou rabequeiros, recolhendo causos, músicas, ações, gestos, vozes. Assim, codificou um repertório que serviu de base à criação dramatúrgica. O premiado dramaturgo argentino Santiago Serrano partiu destes materiais primeiros para criar um texto inédito. No fim da jornada, o diretor Marcelo Lazzaratto (da Companhia Elevador de Teatro Panorâmico) coordenou as criações de ator e autor.

“Eldorado” fala destes territórios de viagem. Ali, onde o viajante é atravessado enquanto atravessa geografias. Ali, onde todo homem é único e igual a todos os demais.

 

Ficha Técnica

Concepção, pesquisa e atuação: Eduardo Okamoto

Dramaturgia: Santiago Serrano

Direção e Iluminação: Marcelo Lazzaratto

Figurino: Verônica Fabrini

Preparação em rabeca e Trilha Sonora Original: Luiz Henrique Fiaminghi

Orientação: Renato Ferracini e Suzi Frankl Sperber

Produção: Daniele Sampaio

 

SERVIÇO

4º. FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PIRACICABA

De 21 a 29 de novembro de 2009

Eldorado

Data: 26/11/2009

Horário: 20 horas

Local: Sala 1 - Teatro Municipal Dr. Losso Netto

 

INFORMAÇÕES: 19 3433.4952


Escrito por Fentepira 2009 às 13h36
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Teatro Escola Macunaíma traz

“O Santo Inquérito” ao  Fentepira

 

Dando seqüência às apresentações da Mostra Paralela do 4º. Festival Nacional de Teatro de Piracicaba, que este ano tem como tema os teatros-escola, acontece amanhã, 26, às 15 horas, no Teatro Municipal Dr. Losso Netto, o espetáculo “O Santo Inquérito” A peçam de autoria de Dias Gomes, é encenada por um dos grupos de teatro escola mais tradicionais do país, o Macunaíma. O espetáculo discute o mínimo da dignidade que o homem não pode negociar

Em o Santo Inquérito, Dias Gomes se coloca na posição crítica diante da realidade nacional e humana. Toda esta essência é valorizada pelo estilo coreográfico de teatro,

 

MACUNAÍMA (*)

 

O Macunaíma é a única escola que possui quatro teatros completos, para que os alunos possam exercitar, desde cedo, a interpretação em um palco de verdade. Uma vivência única, com técnicos especializados, iluminação e cenários de nível profissional.

As Mostras de Teatro organizadas pelo Macunaíma têm sido a porta de entrada no mercado profissional de diversos atores consagrados. Elas são um diferencial que o Macunaíma tem em relação a outros cursos, por colocar todo semestre os alunos, os professores e profissionais para vivenciarem a prática teatral, num evento que envolve mais de 500 pessoas.

 

FICHA TÉCNICA

Gênero: Teatro Coreográfico

Duração: 50 minutos

Recomendação (idade): 12 anos

Direção: Adriano Cypriano

Assistência de Direção: Carol Mafra, Sandro Santos e Thaís Tuin

Autor: Dias Gomes

Fotografia: Betto Pita

 

* Informações: Site Teatro Escola Macunaíma

 

 

SERVIÇO

4º. FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PIRACICABA

De 21 a 29 de novembro de 2009

O SANTO INQUÉRITO

Data: 26/11/2009

Horário: 15 horas

Local: Sala 2 - Teatro Municipal Dr. Losso Netto

 

INFORMAÇÕES: 19 3433.4952


Escrito por Fentepira 2009 às 13h33
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Andaime mostra

seu processo de criação

 

O Grupo de Teatro Andaime, da Universidade Metodista de Piracicaba integra o Festival Nacional de Teatro na atividade paralela: Exibição do videodocumentário “O Teatro de memórias do Grupo Andaime” e debate com a participação de integrantes do grupo  Trata-se de um documentário produzido, pela Urgência Filmes, sobre a trajetória do Grupo Andaime de Teatro, surgido na Universidade Metodista de Piracicaba em 1986 e o universo de pesquisa do grupo, voltado para a cultura local.

O documentário aborda o processo de criação da peça “Comovento”, com depoimentos do diretor Francisco Medeiros, do dramaturgo Luís Alberto de Abreu e do cenógrafo e figurinista Márcio Medina. A direção do documentário é Thiago Altafini.

O Grupo Andaime de Teatro da Universidade Metodista de Piracicaba foi fundado em março de 1986 e desde então vem se consolidando como importante produtor cultural do interior paulista. Em 22 anos de história teve dez peças encenadas, num total de mais de 280 apresentações em quase uma centena de cidades brasileiras de seis Estados diferentes, atingindo um público superior a 75 mil espectadores. Com um trabalho reconhecido pelo público e pela crítica, o grupo recebeu 95 prêmios em vários Festivais, destacando-se 13 prêmios de melhor espetáculo em Festivais Nacionais de Teatro dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.

Em 1999 o grupo se apresentou na Itália com o espetáculo “Lugar Onde Peixe Pára”. A peça foi encenada no Teatro Comunale di Tesero,  Região de Trento,  como parte de um intercâmbio cultural com o Centro de Pesquisas Cênicas “Non Solo Danza”.

Em 2006 o Grupo Andaime realizou uma turnê, com apoio da Caterpillar do Brasil, por quatro estados americanos, com o espetáculo “O Segredo do Café com Biscuit”. Foram quatro apresentações nos Estados Unidos da América, nas cidades de Pulaski – Tenessee,  Poultney  - Vermont, New York City, NY e Marietta - Ohio.

 

 

SERVIÇO

4º. FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PIRACICABA

De 21 a 29 de novembro de 2009

O TEATRO MEMÓRIA COMO GRUPO ANDAIME

Data: 26/11/2009

Horário: 17h30 –

Local: ESTAÇÃO DA PAULISTA

 

INFORMAÇÕES: 19 3433.4952

 

Com informações fornecidas pelo Grupo


Escrito por Fentepira 2009 às 13h32
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25/11/2009

“Manter em local seco

e arejado” usa a água

para discutir o cotidiano

 

            Atração do 4º. Festival Nacional de Teatro de Piracicaba, o espetáculo “Manter em local seco e arejado” promete envolver a platéia com uma metáfora que pretende discutir o cotidiano e a apatia do homem através do comportamento da água. A Cia. PH2 Estado de Teatro traz três ambientes que se desdobram em cena, compartilhando o mesmo estado: um mundo alagado. Adaptadas à água constante e convivendo nos espaços cotidianos modificados, as figuras em cena aparecem exercer funções e modos de sobrevivência nesse mundo.

Entre a apatia gerada pelo alagamento como condição inerente e o alarme provocado por helicópteros que sobrevoam sobre esse lugar, essas figuras constroem um quadro que, embora distante do mundo real, ainda pode nos afetar e dizer respeito.

O Grupo [pH2]: Estado de Teatro partiu do ensaio Narciso ou a Estratégia do Vazio, do filósofo francês Gilles Lipovetsky, para criar o ousado drama. Seis personagens vivem em um mundo no qual a água passou a ocupar todos os lugares. Como se adaptar a essa nova rotina é o desafio de cada um em uma encenação que preza mais imagem que texto e mesmo assim funciona. Direção de Rodrigo Batista

O espetáculo selecionado para o Fentepia 2009 e que será apresentado dia 25, às 20 horas, na Sala 1 do teatro Municipal Dr. Losso Netto, é resultado de trabalho acadêmico realizado nos cursos de direção e dramaturgia do departamento de artes cênicas da Escola de Comunicação e Artes da universidade de São Paulo.

 

FICHA TÉCNICA

 

DIREÇÃO/ENCENAÇÃO: Rodrigo Batista

ATORES: Daniel Mazzarolo, Júlia Moretti, Luiz Pimentel, Maria Emília Faganello, Paola Lopes, Rodrigo Batista.

PROJETO SONORO: Rodolfo Valente e Rodrigo Batista

PROJETO DE ILUMINAÇÃO: Luana Gouveia

PROJETO DE INDUMENTÁRIA: Bárbara Wada e grupo

PROJETO DE CENOGRÁFICO: Hémon Vieira e grupo

MAQUIAGEM: O grupo

ADEREÇOS: Hémon Vieira e grupo

PRODUÇÃO: Rodrigo Batista

OUTROS: OPERADOR DE SOM: Catarina São Martinho

OPERADOR DE LUZ: Luana Gouveia

VOZ EM OFF: Paulo Celestino

 

 

SERVIÇO

4º. FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PIRACICABA

De 21 a 29 de novembro de 2009

MANTER EM LOCAL SECO E AREJADO

Data: 25/11/2099

Horário: 20 horas

Local: Sala 1 – Teatro Municipal Dr. Losso netto

 

INFORMAÇÕES: 19 3433.4952.

 

 


Escrito por Fentepira 2009 às 08h43
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SESI Piracicaba propõe

reciclar  idéias e vidas

em “eu COISA...”

 

 

Integrando a programação da 4ª. Edição do Festival Nacional de Teatro, o Núcleo de Artes Cênicas do SESI Piracicaba está na Mostra Paralela nesta quarta-feira, 25, como espetáculo “eu COISA que antes ERA e me sabia GENTE”, que tem dramaturgia coletiva e direção de Fátima Monis. Várias cenas constroem um mundo imaginário no qual as cidades se mostram em seus interiores. Espaços internos e externos revelam poeticamente o mundo e conflitos: degradação do meio ambiente, consumismo, solidão. Com uma estrutura próxima à obra de Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino, cada personagem discute formas diferentes de estar no mundo, redefinindo o cotidiano.

         As atrizes em cena passam pela Cidade Moda, Cidade Consumo, Cidade Massa, Cidade Solidão. O espetáculo convida o público a fazer uma viagem em busca de uma sociedade sustentável. O título foi inspirado no poema “Eu Etiqueta”, de Carlos Drumonnd de Andrade e o trabalho surgiu de uma proposta feita ao grupo: dar prosseguimento a uma pesquisa do trabalho do ator de uma forma mais aprofundada e através de um processo colaborativo que trabalhasse a autonomia do ator/criador. “Um mergulho no nosso fazer teatral. A partir daí chegar ao tema foi um consenso, o trabalho realizado no Núcleo de Artes Cênicas já é em si um conjunto de ações que visa melhorar nossas vidas e de quem está ao nosso redor”. Explica Fátima Monis. “Eu COISA” trabalha a questão social, com o que é mais saliente no momento.

A estrutura do espetáculo baseia-se no livro Cidades Invisíveis, no qual o viajante passa pelas cidades e traz notícias de cada uma ao rei. Cada cena da peça fala de uma cidade ou situação: cidade do consumo, cidade da moda, cidade da solidão, cidade do encontro e desencontro e cada uma destas cidades é retratada de forma diferente, seja a partir de uma coreografia, uma música, uma história. “Trabalhamos elementos da dança de rua, construímos objetos com jornais, material reciclável. Buscamos em nós e ao nosso redor alternativas para um teatro sustentável”, explica a dramaturga.

“Eu COISA” tem a proposta de reciclar idéias, vidas e ao final convidar o público a repensar suas ações, voltando-se para um mundo mais simples, cheio de lembranças da infância, fotos antigas, cheiros e sabores.

 

SERVIÇO:

4º. FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PIRACICABA (FENTEPIRA)

DATA: 21 a 29 de novembro de 2009

 

Eu COISA que antes ERA e me SABIA gente – NAC SESI

DIA 25 – 15 HORAS – SESC PIRACICABA

 

ENDEREÇOS

 

SESI - Piracicaba

R. Riachuelo, 155

ENTRADA FRANCA

 

INFORMAÇÕES: 19 3433.4952 | 3434 2168

 


Escrito por Fentepira 2009 às 08h40
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24/11/2009

Vídeo palestra discute

a profissão de atriz

focando Cacilda Becker

 

Muitas pessoas que tem acompanhado o teatro brasileiro, como simples espectadores, experimentam hoje uma sensação de grave perda pessoal muito pouco comum quando se trata do desaparecimento de um ser humano que não chegamos a conhecer de perto. São raros os indivíduos que, a exemplo de Cacilda Becker, conseguem, através do simples exercício de suas atividades profissionais, infiltrarem-se na íntima afetividade dos consumidores do seu trabalho.

Esta é a tônica da atividade paralela do 4º. Festival Nacional de Teatro de Piracicaba, Fentepira 2009, em vídeo palestra que acontece nesta terça-feira (24), ás 17h30 no Teatro Municipal Dr. Losso Netto. Ministrada pelo professor Israel Foguel, o evento é aberto, gratuito e sem limites de inscrições.

Israel Foguel é professor de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Literatura Brasileira, Literatura norte-americana e Técnica Teatral. É jornalista, pedagogo, tradutor intérprete e Consultor Qualytime. Foi presidente da Comissão Municipal de Bibliotecas de Pirassununga, Agente da SBAT – Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, Desenhista e Fiscal de Obras da Prefeitura Municipal de Pirassununga e Diretor de Ensino do Colégio Albert Einstein Já participou como ator, diretor, produtor e editor de vários filmes em super 8, sendo atualmente diretor proprietário da IF Produções.

Foguel é escritor, envolvido com teatro, desenho, cinema, fotografia e futebol. Formado em Comunicação e Expressão pela Faculdade de Ciências e Letras de Araras e Pedagogia pela Faculdade de Letras de Ouro Fino, escreve desde 1976 em diversos jornais de Pirassununga e região, chegando a ser diretor da Folha de Pirassununga (1995), fundando também os jornais “O Estudante” e “O Servidor”, na década de 80.

Na área teatral, fundou diversos grupos de Teatro.  Em 1979, lançou o livro “A História de Nosso Teatro”, (relançado em 1983). Em 1985, “Palco de Emoções”  (relançado em 1986). Estão no prelo para edição “No Túnel do Tempo”, “Almanaque Histórico sobre a cidade Pirassununga”, “Cacilda Becker – Profissão: Atriz”, “O Segredo do Bom Ator”, “Circo de Paixões”, “Esporte Clube União” e “Segredos do Coração” .

Atualmente exerce as funções de jornalista, diretor do Teatro Municipal Cacilda Becker de Pirassununga; é membro da APLACE – Academia Pirassununguense de Letras, Artes, Ciências e Educação – ocupando a cadeira 28, cujo patrono é a atriz Cacilda Becker; faz palestras em faculdades, escolas e entidades assistenciais; desenvolve vários projetos culturais no município de Pirassununga.

 

CACILDA

 

“A história de Cacilda Becker é muito mais bonita e muito mais heróica do que a sua lenda. Tem a consistência da vida, que sempre suplantará em beleza e em fantasia, quando olhada de frente e apresentada com suas verdadeiras cores”, afirma Foguel.

 

Natural de Pirassununga, começou no teatro paulista como atriz amadora e se profissionalizou em 1948, ano em que Nydia Lícia recusou um papel na peça "Mulher do Próximo", de Abílio Pereira de Almeida, produzida pelo Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), para não ter que beijar nem dizer "amante" em cena, pois isto podia lhe custar o emprego numa importante loja. Cacilda, que a substituiu, exigiu ser contratada como profissional, acabando com o velho preconceito de que artista sério deveria ser amadora.

 

ATUAÇÕES DE CACILDA BECKER NO TEATRO

 

Esperando Godot de Samuel Beckett (1969)

Isso Devia Ser Proibido de Walmor Chagas e Bráulio Pedroso (1967)

Quem Tem Medo de Virgínia Woolf de Edward Albee (1965)

A Noite do Iguana de Tennessee Williams (1964)

A Visita da Velha Senhora de Friedrich Durrenmatt (1962)

...Em Moeda Corrente no País de Abílio Pereira de Almeida (1960)

Longa Jornada Noite A Dentro de Eugene O'Neill (1958)

Gata em Teto de Zinco Quente de Tennessee Williams (1956)

Maria Stuart de Friedrich Schiller (1955)

Antígone de Sófocles e Jean Anouilh (1952)

A Dama das Camélias de Alexandre Dumas Filho (1951)

Seis Personagens a Procura de Um Autor de Luigi Pirandello (1951)

Pega-Fogo de Jules Renard (1950)

O Anjo de Pedra de Tennessee Williams (1950)

Os Filhos de Eduardo de Marc Gilbert Sauvajon (1950)

Entre Quatro Paredes de Jean Paul Sartre (1950)

Arsênico e Alfazema de Joseph Kesselring (1949)

Nick Bar, Álcool, Brinquedos e Diversões de William Saroyan (1949)

Não Sou Eu...de Edgard da Rocha Miranda (1947)

Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues (1947)

A Farsa de Inês Pereira e do Escudeiro de Gil Vicente (1945)

O Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente (1943)

 

 

SERVIÇO

4º. FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PIRACICABA

De 21 a 29 de novembro de 2009

 

ATIVIDADE PARALELA:

VÍDEO PALESTRA:

CACILDA BECKER – Profissão: Atriz

Com Israel Foguel

Data: 24/11/2099

Horário: 17h30horas

Local: Sala 1 – Teatro Municipal Dr. Losso Netto

INFORMAÇÕES: 19 3433.4952


Escrito por Fentepira 2009 às 12h30
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“Réquiem” aborda a

velhice, frustrações e

perdas de uma vida

 

 

 

 

Discutir a morte através de um conto de fadas. Esta é proposta do espetáculo Réquiem, da Cia lazzo, de São Paulo, selecionado para o 4º. Festival Nacional de Teatro de Piracicaba (Fentepira 2009). Dividida em 15 cenas curtas, a história transita sobre a desilusão de um marceneiro, artesão de caixões, que, ao chegar à velhice, depara-se com a solidão e a sucessão de perdas que acumulou ao longo dos anos.

A morte da mulher com a qual conviveu por 52 anos, mas que nunca lhe despertou um gesto de afeto, desencadeia um gradativo processo de sensibilização e encontros que culminará com o enfrentamento de sua própria morte. Comédia, poesia, magia e drama numa combinação inusitada, marca registrada de um dos mais importantes artistas israelenses da atualidade.

A Cia Lazzo da Cooperativa Paulista de Teatro foi formada em 2003, com a proposta de trabalhar textos contemporâneos e adaptar clássicos para o público infantil. Formada por um núcleo de atores, a companhia convida diretores, que têm um trabalho baseado na mesma linha, para cada projeto. Inspirou-se na obra de Anton Tchekhov – considerado um dos mestres do conto moderno – para construir o texto que narra o encontro e o desencontro de diversos personagens em busca da felicidade, da cura ou do tempo perdido.

O espetáculo, que será exibido no dia 24, às 20 horas, na Sala 1 do teatro Municipal Dr Losso Netto, é dirigido por Francisco Medeiros e foi indicada ao Prêmio Shell 2009 nas categorias melhor direção e figurino.

SERVIÇO

4º. FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PIRACICABA

De 21 a 29 de novembro de 2009

Réquiem

Data: 24/11/2009

Horário:20 horas

Local: Sala 1 do Teatro Municipal Dr. Losso Netto

INFORMAÇÕES: 19 3433.4952


Escrito por Fentepira 2009 às 11h38
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23/11/2009

“Estórias Brincantes”

emociona com a pureza

das crianças


 

Três simpáticos velhinhos que adoram contar estórias, um para o outro e, do seu jeito. Essa é a essência do espetáculo Estórias Brincantes de Muitas Mainhas traz ao espectador através de alguns contos da literatura nacional, dirigidos à criança contatos pela Cia do Abração, de Curitiba Paraná. No espetáculo os contadores de estórias, divertidos e ingênuos velhinhos se confundem, brincam e se emocionam com a pureza própria de uma criança.

Movidos pelos sentimentos de saudades e lembranças, começam a falar sobre suas próprias mães e sobre as diferentes mães que conhecem. Num clima de brincadeira e faz-de-conta, fazem abstrações imaginando que todas as coisas, como objetos do cotidiano, elementos da natureza e seres elementais, também tenham mães. Concluem-se como podem ser diferentes e ao mesmo tempo semelhantes a nós, as diversas relações entre mães e filhos: tudo quanto a imaginação e a sensibilidade de uma criança podem permitir. Um trabalho de muita sensibilidade e delicadeza feito para todas as crianças, de todas as idades, inclusive, para criança que habita em cada pessoa.

Com direção geral de Letícia Guimarães, Estórias Brincantes de Muitas Mainhas é um dos espetáculos selecionados para a quarta edição do Festival Nacional do Teatro de Piracicaba e tem no elenco Moira Albuquerque (Patchenka) Val Salles (Ivanov)  e Simão Cunha (Ternoski)           .

A apresentação da Cia do Abração acontece no dia 23 de novembro, às 14 horas, na sala 1 do Teatro Municipal Dr. Losso Neto em Piracicaba.

 

FICHA TÉCNICA

DIREÇÃO: LETÍCIA GUIMARÃES               

DIREÇÃO DE  PRODUÇÃO:  FABIANA FERREIRA

DRAMATURGIA: CRIAÇÃO COLETIVA SOB A SUPERVISÃO DE LETÍCIA GUIMARÃES

COREOGRAFIA: FABIANA FERREIRA                  

OFICINA ESPAÇO, CORPO E SOM: ELIANE CAMPELLI

TÉCNICA DE MANIPULAÇÃO DE OBJETOS E MÍMICA: DICO FERREIRA               

CENOGRAFIA, FIGURINOS E ADEREÇOS:  SIMONE PONTES                      

ILUMINAÇÃO: ANRY AIDER           

SONOPLASTIA: FABIANA FERREIRA

 

ELENCO: MOIRA ALBUQUERQUE ,  SIMÃO CUNHA       

VAL SALLES

CENOTÉCNICO: BLAS TORRES

 

SERVIÇO

4º. FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PIRACICABA

De 21 a 29 de novembro de 2009

ESTÓRIAS BRINCANTES DE MUITAS MAINHAS

DATA: 23/11/2009

Local: Teatro Municipal dr. Losso Netto

Horário: 14 horas

INFORMAÇÕES: 19 3433.4952


Escrito por Fentepira 2009 às 13h25
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BRASIL, Sudeste, PIRACICABA, Homem, de 02 a 04 anos, TEATRO


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